Este sábado na Japonique!

A Japonique, loja muito querida pela autora deste blog, começou na semana passada a celebrar a tão desejada chegada do Verão! O projeto Viva!Natsu promete acontecer todas as tardes de sábado durante o mês de novembro. E em cada uma delas haverão atividade diversas, assim como comidinhas e bebidas variadas.

Este sábado, dia 26, promete até uma conexão com Portugal, através da presença do DJ português Tiago Andrade, para além da presença dos ilustradores brasileiros do quadrinho “EP”, lançado na semana passada no Festival Internacional de Quadrinhos, em Belo Horizonte.

No cardápio, robatas (tipo de espetinho japonês) para todos os gostos (carne, frango ou vegan) e um incrível drink de sakê com chá de hibisco, tudo preparado pela chef Mitsu Shimosakai!

Mais informações no site da Japonique!

Serviço:

Viva!Natsu @ Japonique, das 14h às 18h
Rua Girassol, 175
 

Amadora BD expõe artista nipo-brasileira

Amanhã, sexta-feira, o Festival de Banda Desenhada da Amadora, em Portugal, dará início à sua 22ª edição.

Apesar de ter estado ausente nos últimos quatro anos, frequentei este festival durante toda a minha infância e adolescência, pois meu avô Vasco Granja, o “pai da pantera cor-de-rosa”, foi um dos seus impulsionadores e entusiásticos participantes. Lembro até hoje da edição de 1992, na qual fui vencedora de um concurso de culinária, graças à ajuda da minha avó na elaboração de um sandwich com cerca de um metro de altura! O prêmio era um livro de receitas do Astérix, que conservo e utilizo até os dias de hoje!

A edição deste ano não terá concurso de culinária, nem homenagens a Goscinny-Uderzo (criadores de ‘Astérix’), mas receberá um Concurso de Cosplay e uma Oficina de Origami, além do destaque para a artista nipo-brasileira Yara Kono, mostrando uma tendência portuguesa ao crescente interesse pela cultura nipônica. Para além dos “japonismos”, esta edição do festival irá proporcionar especial destaque ao aniversário de 60 anos dos Peanuts, assim como Oficinas de Cinema de Animação e Música Digital e a exibição de animações, em ciclo comemorativo da Festa Mundial de Animação.

Yara Kono, uma nipo-brasileira em Lisboa

Yara Kono tem um percurso interessante. Nascida em São Paulo em 1972, formou-se em Farmácia-Bioquímica,  área em que atuava antes de sair do país. A mudança de profissão deu-se, segundo Yara, por dois motivos: a ida ao Japão como bolsista na área de design gráfico (curso que estudava à noite) e a mudança para Lisboa em 2001. Porquê Lisboa? “Resumindo… foi por amor”. E por amor lá se encontra até hoje, um amor que é pela cidade também, pelo que pude perceber do olhar sensível nas fotos disponíveis em seu blog.

O terceiro motivo decisivo para se tornar ilustradora foi a participação, desde 2004, no coletivo Planeta Tangerina, editora especializada na crianção de projetos destinados aos públicos infantis e juvenis.

Quanto ao destaque na 22ª edição da Amadora BD, comenta:

Eu acabo por ser uma carta meio que fora do baralho no Festival. Isso porque trabalho com ilustração infantil. O convite para a exposição surgiu por causa do Prémio Nacional de Ilustração.

Auto-retrato da ilustradora.

Prêmio esse que lhe foi concedido em 2010 com trabalho “O Papão no Desvão” (em colaboração com Ana Saldanha). O livro conta a história de uma menina que tem medo do papão que vive no recanto das escadas. O papão, por sua vez, também tem medo dela e, acometido pela solidão, sonha em ter um amigo.

Outros livros em que podemos apreciar suas ilustrações são: “De Sol a Sonho” (para poemas de Raul Malaquias Marques), “Ovelhinha Dá-me Lã”, “A Manta” e “Como é que uma galinha…” (os três em colaboração com Isabel Minhós Martins).

Este ano Yara Kono estreou-se no mercado brasileiro com o lançamento de “A Manta” pela editora Tordesilhinhas/ Alaúde  Editorial, cujo personagem principal é uma menina que vai mergulhando na história da família através de recordações que desabrocham em cada quadradinho da manta tecida pela avó.

O trabalho da ilustradora poderá ser visto nesta edição do Amadora BD, onde estará em especial destaque.

O gato malabarista, ilustração para o catálogo de gatos "Mish Mish Mish" da Moncho Ediciones
Serviço
Amadora BD
Endereço: Avenida do Brasil 52A, Falagueira – Amadora.
Telefone: (00351) 214 369 057
E-mail: amadorabd@cm-amadora.pt
 
Outros links
http://yarakono.blogspot.com
http://planeta-tangerina.blogspot.com/
 

Totoro em Oficina de Adesivos @Japonique!

Este sábado dia 8 de Outubro a charmosíssima loja Japonique  estará comemorando antecipadamente o Dia das Crianças com várias atividades ligadas à cultura japonesa. Entre campeonatos de hashi e a oficina de temaki, será realizada a Oficina Criativa de Adesivos e Colagens, com Liliana Morais, esta pessoa que vos escreve.

Ãh? Rebobinando…

Comecinho de 2011. Tinha acabado de voltar de Portugal e começava a longa e dolorosa tarefa de empacotar todo apartamento em mudança para casa. No “quarto das tralhas” existia uma prateleira tão alta e sombria que nunca antes me atrevera a espreitar. Ao retirar um objeto misterioso atrás do outro, finalmente vislumbrei um indício de cor. Algo entre o azul céu e o azul bebé. Um rolo. Ao examiná-lo me apercebi que se tratava de papel plástico adesivo, o mesmo que alguém usara para forrar a escrivaninha do escritório. Reservei.

Me mudei. Breve reforma feita, mas algumas pinturas por fazer. Comprara uma tinta para interiores de um vermelho goiaba. Casa vazia, caixas por arrumar. Um vermelho aqui para animar, um vermelho ali para alegrar. Faltava algo. Detalhes. Desfiz uma caixa. O papel adesivo de cor entre o azul-céu e o azul-bebê surgiu de repente como que me desafiando. Eu que sempre me considerei uma pessoa sem qualquer habilidade manual, sem ideias criativas… Aha! Felizmente o papel vinha com o contorno de alguns motivos no verso: corações, cerejas, coelhos, maçãs, gotas, estrelas e por aí. Recortei um coelhinho e um par de cerejas. Minha habilidade com a tesoura até que me impressionou. Olhei para a lareira cor de goiaba. Pensei: aqui até que cairiam bem uns bichinhos! Mas no verso do papel adesivo de bichos só tinha coelho. Peguei umas imagens na internet e desenhei. Eis o resultado:

Da decoração da lareira fui colorindo a casa inteira. Expandi a palete de cores, diversifiquei as composições. Postei fotos no flickr e batizei o trabalho de i’m blueing. Criei um catálogo, vendi para uns amigos e mostrei para outros. Um dia a Jana, querida amiga e dona da Japonique, viu. E é lá que terá oficina no sábado.

Dia das Crianças na Japonique

Com direito a muitos Totoro!!!

i’m blueing no flickr

 
Oficina Criativa de Adesivos e Colagens para Crianças
Sábado, 8 de Outubro
Duas turmas: 14h e 16h
 
Mais informações:
Japonique
Rua Girassol, 175 Vila Madalena, São Paulo
Tel. 11 3034 0253
 

 

Festa do Japão e Inauguração do Jardim Japonês em Lisboa!

No próximo sábado, dia 1 de Outubro, Lisboa ficará mais colorida com a inauguração do Jardim Japonês em Belém, próximo ao Museu de Arte Popular!

Imagem ilustrativa de jardim japonês.

O Jardim Japonês foi criado em Setembro de 2004, quando a Embaixada do Japão deu início à plantação de 461 cerejeiras no local, para comemorar a amizade entre os dois países. No entanto, por motivos vários, as cerejeiras não vingaram e o espaço ficou ao abandono. Desde essa data, os lisboetas apelidavam o local de “Pseudo-Jardim Japonês” devido à presença de nada mais que um relvado seco.

Recentemente o espaço tem sido reabilitado e o resultado poderá ser visto no dia 1 de Outubro. O evento será também motivo para a realização da Festa do Japão, que seguirá após a reabertura às 12h, estendendo-se até às 21h.

No local haverão várias tendas onde irão acontecer diversos eventos culturais (demonstrações de caligrafia, ikebana, haiku, furoshiki, origami, exposição de bonsais) e muita culinária nipônica!

Será ainda instalado um palco onde os participantes poderão assistir a demonstrações de artes marciais, butoh, concurso de cosplay e, para encerrar em grande, o concerto da querida Hana Kogure às 19h30, que une canções tradicionais japonesas e fado (para ler o post anterior sobre a cantora japonesa clique aqui). Para dar um gostinho, segue um vídeo na Hana:

Em baixo, informações detalhadas do evento, divulgadas pela Embaixada do Japão em Lisboa.

A Festa do Japão em Lisboa tem por objectivo celebrar a amizade e cultura entre o Japão e Portugal no Jardim do Japão, sito entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém. O evento é composto por dois momentos específicos. O primeiro, com início às 12h00 e conclusão pelas 12h30, destina-se à reabertura do Jardim do Japão com os representantes das entidades organizadoras e convidados e o segundo momento tem início pelas 13h00 com as actividades culturais nas tendas e palco até às 21h00, com a seguinte programação:

Tenda 1 < Embaixada do Japão
13h00-14h00 < Demonstração de caligrafia (pelo staff da Embaixada)
14h00-15h00 < Demonstração de Ikebana (arte floral japonesa) (demonstração pela Ikebana International)
15h30-16h00 < Poesia Haiku (pela Prof.ª Leonilda Alfarrobinha)
16h00-17h00 < Orikata/Furoshiki (técnicas de embrulho, pela Fundação Oriente)
17h00-18h00 < Sessão de autógrafos com o Rui Zink (pela Associação Luso-Nipónica)
18h00-19h00 < Demonstração de Origami (Prof.ª Fátima Granadeiro)
19h00-20h00 < Demonstração de Ikebana (Fundação MOA)

Tenda 2 < Câmara Municipal de Aveiro
Mostra de Bonsais e de artigos relacionados com a geminação entre esta Câmara e a cidade de Oita no Japão.

Tenda 3 < Associação Wenceslau de Moraes e Club Bonsai de Sintra
Mostra dos livros escritos por Moraes. O Club Bonsai de Sintra fará uma exposição de Bonsais.

Tendas 4, 5 e 6 < gastronomia japonesa
Mostra e venda de gastronomia japonesa (Oden, Futomaki, Onigiri, Chirashi sushi, Edamame, Dorayaki, Tonjiru, Dango, Yakitori, caril japonês, Takoyaki e bebidas).
Tenda 7 < Castella do Paulo e exposição de Gunpla
Exposição, demonstração em vídeo e venda de pão-de-ló japonês “Castella” que foi levado pelos portugueses para o Japão no século XVI. Há também uma exposição de maquetas do Gundam pela NCreatures.

Tenda 8 < NCreatures
Exposição de bonecos de animação com possibilidade de venda. 

Tendas 9 e 10 < Empresas japonesas
Exposição de automóveis eléctricos e motas de empresas japonesas.

ACTIVIDADES NO PALCO
//14h00-15h00 < Demonstração de Yukata (Embaixada do Japão)
//15h00-16h20 < Demonstração de Artes Marciais (Associação de Amizade Portugal-Japão)
// 16h20-16h30 < Dança Butoh (Maria Lima)
// 16h30-17h00 < Lançamento do livro de Rui Zink (Associação Luso Nipónica)
// 17h00-18h00 < Eurocosplay (Associação Luso Nipónica)
// 18h00-19h00 < Concurso Nihon maru batsu (Embaixada do Japão, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian)
// 19h00-19h30 < Música japonesa e fado (Embaixada do Japão)
// 19h30-20h00 < Concerto de Hana Kogure (Associação Luso Nipónica)

LocalJardim do Japão, em Lisboa, entre o Museu de Arte Popular e o Hotel Altis Belém
Horário: das 12h00 às 21h00
Entrada Gratuita
Organização: Embaixada do Japão, Câmara Municipal de Lisboa e Associação de Amizade Portugal-Japão, em colaboração com a JapanNet.
Mais informações: Embaixada do Japão, Sector de Informação e Assuntos Culturais
Tel.21-3110560, E-mail: cultural@embjapao.pt

O Japão em 4 Cinemas: exposição e mostra de filmes no Sesc Pinheiros

Foi ontem, dia 3 de Junho, a abertura da exposição “O Japão em 4 Cinemas” no Sesc Pinheiros. Antes da abertura da exposição propriamente dita, a organização passou o documentário “Japão em 4 cinemas” (Brasil, 2011, 40 min), realizado pelos curadores do evento Luis Carlos Pavan e Careimi Ludwig Assmann. Debruçando-se sobre as quatro antigas salas de cinema do bairro da Liberdade (Cine Niterói, Cine Tokyo, Cine Jóia e Cine Nippon), o vídeo mostrou depoimentos que resgatavam a memória afetiva de quem vivenciou a experiência cinematográfica nesses quatro cinemas.

Em cada uma dessas salas o público podia assistir filmes japoneses de diferentes gêneros, produzidos por estúdios japoneses distintos. No antigo Cine Niterói, localizado na Rua Galvão Bueno onde hoje se situa o trecho da Radial Leste, passavam maioritariamente filmes do estúdio Toei, com uma predominância de filmes de época e dramas históricos da época dos samurais. No Tokyo, fundado em 1954 na Rua São Joaquim, onde é hoje uma Igreja Evangélica, o público era maioritariamente feminino pela exibição das produções da Nikkatsu. Eram os chamados “filmes para chorar”, com dramas de juventude, mas também dramas históricos e comédias, entre outros. Já o Cine Jóia, fundado em 1958, exibia filmes mais “Lado B”, de temática violenta ou erótica. Por fim, o Nippon, fundado em 1959 na Rua Santa Luzia, onde é hoje a sede da Associação Aichi Kenjin, passava os filmes do estúdio Sochiku, com comédias, musicais, filmes de yakuza e o cinema realista de Yasujiro Ozu e Mikio Karuse (o chamado género shomin-geki).

Das quatro salas de cinema, a do Cine Niterói era a maior e mais bem equipada. O cinema localizava-se num prédio de vários andares, onde existia também um hotel, um restaurante e um salão de festas. Inaugurado em 1953, o Cine Niterói permaneceu na Galvão Bueno até 1968, ano em que se mudou para a Avenida Liberdade, devido à demolição do antigo prédio para construção da rodovia. Mas aí não permaneceu muito tempo. A sala e o movimento de pessoas eram menores. Em 1984 o Cine Niterói foi fechado. As demais salas fecharam também na mesma época.

Mais informações sobre o Cine Niterói podem ser encontradas na página da web escrita por Francisco Noriyuki Sato.

Um parêntesis: Ao assistir o documentário senti grande tristeza ao perceber como a evolução urbana da São Paulo dos anos 60 (e não só) se deu em função de interesses que não contemplavam a atividade cultural da cidade. Como o caso do Cine Niterói, por exemplo, que apesar de atrair grande movimento para o bairro da Liberdade, promovendo um espaço de troca e convívio cultural, foi demolido para construção de uma rodovia, a Radial-Leste, destruindo uma parte importantíssima da memória da cidade. A sua destruição criou não só um vazio cultural na vida da cidade, mas também, como mostrou o documentário, um vazio na vida de cada uma das pessoas que frequentavam aquele espaço. Para os imigrantes japoneses, essas salas de cinema eram dos poucos locais da cidade onde podiam se comunicar na sua língua materna, saber as novidades do país de origem e simplesmente se sentir em casa.

Depois do término do documentário e muitos aplausos, a exposição com cartazes originais dos filmes japoneses exibidos naqueles cinemas entre as décadas de 50 e 80 foi aberta. Para além dos posters, a exposição possui uma sala onde o público podem assistir a alguns filmes que passavam nesses cinemas, e expositores com objetos tirados da cabine do projetista.

Foto de celular da exposição "O Japão em 4 Cinemas".

O evento inclui ainda, para além da exposição, uma mostra de filmes japoneses de diretores como Yasujiro Ozu, Kenji Mizoguchi, Mikio Naruse, Shohei Iamamura, entre outros.

Mais informações:

Exposição “O Japão em 4 Cinemas”
03/06 a 17/07
Terça a sexta das 10h30 às 21h30
Sábados, domingos e feriados das 10h30 às 18h30.

Mostra de filmes (sempre às terças)
07/6 a 26/7
Programação aqui.
 
Serviço:
SESC Pinheiros
Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros 
Tel: 11 3095-9400
Entrada gratuita

Portugal e Japão estreitam laços através da música

Em Janeiro deste ano, na minha estadia em praias lusitanas, tive a feliz oportunidade de conhecer, por indicação de uma amiga brasileira, dois artistas japoneses residentes em Portugal, na cidade do Porto. Hajime Fujita, coreógrafo, dançarino e performer, e sua companheira Hana Kogure, cantora e compositora, acompanharam-nos durante nossa estadia na capital portuense e viajaram também para Lisboa, marcando presença no show do artista nipo-brasileiro Dudu Tsuda na Livraria Fabula Urbis (sobre os shows de Dudu Tsuda em Lisboa e Porto reservarei um outro post).

A cidade do Porto sob um olhar luso-nipo-brasileiro

Apesar de Portugal ser meu país de nascimento e residência até há aproximadamente três anos atrás, a cidade do Porto era uma vergonhosa falha no meu currículo de lisboeta. Embora tivesse viajado anteriormente para a capital nortenha na infância e adolescência, foi graças a Hajime que pude conhecer o Porto no olhar de um estrangeiro aí residente há vários anos. O roteiro incluiu a famigerada Rua de Miguel Bombarda, onde populam galerias de arte e incíveis lojas de design, passeios noturnos na Foz, o interessantíssimo e incrivelmente barato Mercado do Bulhão e, como não poderia deixar de ser, a vida noturna da Rua da Galeria de Paris, do antigo cinema e atual clube noturno e casa de show Passos Manuel e no incrível espaço de intervenção cultural Maus Hábitos.

E foi aí que pude conhecer a incrível voz de Hana Kogure, que cedeu seus talentos à música de Dudu Tsuda. E ele retribui ao som do piano tocando “Chocolate”, composta e cantada por ela. Segue o vídeo gravado no show realizado no Maus Hábitos (cortesia de Hajime Fujita):

Hana Kogure: um intercâmbio luso-nipônico

Amanhã termina a residência artística Palavras ao Vento, iniciada no dia 2 de Maio e que teve como objetivo o intercâmbio musico-literário entre a cantora japonesa Hana Kogure e o poeta português Tiago Patrício.

A pesquisa, da cultura tradicional do Japão e de Portugal ocorre na cidade, na Fábrica Braço de Prata, no lado Oriental de Lisboa. As canções estão envolvidas por todas estas influências da tradição e da modernidade e pretendem ser algo de novo, experimentais mas concretas, precárias mas fundadas na palavra, na performance poética e musical. (Palavras ao Vento)

O resultado do projeto será apresentado entre os dias 13 e 15 de Maio às 23h na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa.

Biografia Hana Kogure

Nascida em 1983 em Chiba, Japão, desde 1999 que leva concertos a todo o Japão.

A presença em Portugal tem sido marcada por concertos em vários pontos do país, como no espaço Maus Hábitos (Porto, 2008/2009/2010), no Cabaret Maxime (Lisboa, 2009), no Espaço Nimas, no evento “Japan in Lisbon” (Lisboa, 2009), Bixo Mau (Caldas da Rainha, 2011), entre outros em Lisboa, Porto, Coimbra e Caldas da Rainha.

Em 2008 recebe o convite de Norberto Lobo para participar no concerto que teve lugar no claustro do Museu de Olaria de Barcelos, e colaborando ainda no espetáculo de performance de dança de Hajime Fujita no Terreiro do Paço em Lisboa no mesmo ano.

Segue então o vídeo de umas das minhas músicas favoritas,”Andorinha”. Letra em japonês, cantada num lamento que remete para o tradicional fado, acompanhada de violão . E, claro, a andorinha, pássaro tão presente e querido em terras lusitanas.

Recordações

E, para finalizar, algumas memórias fotográficas da estadia no Porto:

Mais informações:

Hana Kogure
http://kogurehana.com/
http://www.myspace.com/hanakogure
 
 Dudu Tsuda
http://www.myspace.com/dudusolo
 
Residência artística ‘Palavras ao Vento’   
http://www.palavras-ao-vento.com/
 
Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1, Lisboa
http://bracodeprata.net/
  
Maus Hábitos
Rua Passos Manuel, 178, 4º andar, Porto
http://www.maushabitos.com/
  
Galeria de Paris
Rua Galeria de Paris, 56, Porto
http://galeriadeparis.com/